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O “CASO BRUNO”: A REPRESENTAÇÃO DO FATO E DO ATOR SOCIAL EM GÊNEROS DA MÍDIA IMPRESSA
MARIA APARECIDA RESENDE OTTONI
UFU
ANDRÊSSA DOS SANTOS
PEREIRA
UFU
GISLLENE RODRIGUES FERREIRA
UFU Texto Completo:
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Última modificação:
Saturday, 31 de March de 2012
Resumo
Neste artigo, analisamos a representação do ator social Bruno Fernandes - acusado de ser o responsável pela morte de Eliza Samudio -, e desse fato, em textos de gêneros do jornalismo informativo (notícia e reportagem) e opinativo (editorial, artigo de opinião e carta do leitor). Baseamo-nos em estudos sobre referenciação (KOCH, MORATO e BENTES, 2005), na Análise de Discurso Crítica (FAIRCLOUGH, 2003), especificamente no significado representacional e também na proposta de Van Leeuwen (1997) e Fairclough (2003) para análise da representação dos atores sociais. A partir de análise quali-quantitativa, de cunho analítico-descritivo, observamos um predomínio de expressões nominais definidas e de classificação de modo específico, em todos os gêneros, e a prevalência da nomeação na reportagem e no editorial. Nomeação e classificação constituíram recursos fundamentais na construção de representações e da referenciação nos textos. As escolhas linguístico-discursivas marcaram a crueldade e a barbaridade do fato e posicionaram Bruno como culpado e como alguém que “jogou sua vida no ralo” e “pôs tudo a perder”.
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